sexta-feira, 24 de abril de 2009

LIÇÃO 4 - Despenseiros dos Mistérios de Deus

INTRODUÇÃO

No capítulo 4, o apóstolo Paulo orienta os coríntios sobre a forma como devem considerá-lo e aos seus colegas de ministério, e nesse sentido, pelo menos indiretamente, reprova-os por seu comportamento em relação a ele. Nos versículos 14-16, ele lhes chama a atenção para considerá-lo como o pai deles em Cristo.
Aprenderemos sobre a conduta de um verdadeiro e genuíno obreiro, sua chamada, responsabilidade, compromisso, etc., bem como os pilares que sustentam sua missão. Ainda veremos o conceito sobre os mistérios de Deus e a preocupação do apóstolo em manter sua reputação. Não deixe de ler a história que ilustra a verdade notável sobre o Tribunal de Cristo.

DEFINIÇÃO DO ENCARGO DE DESPENSEIROS

Literalmente, “despenseiro” é o mesmo que “ecônomo”, ou seja, “administrador ou governante de uma residência; mordomo”. Ainda tem o sentido de um “eclesiástico que administra os bens de uma abadia”, em outras palavras: indivíduo com cargo superior responsável pela administração de uma igreja (Dic. Houaiss).

- Paulo refere-se aos ministros que eram responsáveis em administrar a Igreja do Senhor, como mordomos dos mistérios de Deus.

1. OS VERDADEIROS MINISTROS DE CRISTO

Nesse tópico da lição, o comentarista cita algumas qualidades que identificam um genuíno obreiro de Cristo:

1.1. São chamados pela vontade de Deus.
- Em toda história bíblica, patriarcas e profetas que falavam ao povo as palavras de Deus, foram considerados ministros da justiça. Embora fossem homens sujeitos a erros e falíveis, foram chamados pela vontade de Deus e entregaram-se ao seu serviço.
- Desde que Cristo foi elevado ao céu, como a cabeça da Igreja, tem escolhido embaixadores para realizar sua obra no mundo. A exemplo disso, na igreja de Antioquia haviam alguns profetas e doutores, que foram chamados para servir ao Senhor. O Espírito Santo falou que Paulo fosse separado para realizar a obra para a qual fora chamado (At 13.1-2); e ele mesmo confirma: “do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder” (Ef 3.7; conf. Cl 1.25-26). Paulo foi chamado desde o ventre de sua mãe (Gl 1.15; At 9.15).
- Para exercer o ministério é preciso ter a convocação e vocação do Senhor, caso contrário, vai servir de escândalo e tropeço na obra de Deus.

1.2. Têm senso de responsabilidade ministerial.
Refere-se à prudência, ao entendimento, à percepção, ao caráter e a capacidade de responder pelas ações próprias ou dos outros, no que diz respeito ao seu ministério, dando bom testemunho a todo público. Observe o que Paulo escreveu a Timóteo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.1). Como um obreiro pode cumprir essa determinação se não entender a importância do senso de responsabilidade de um ministro evangélico? Ver também 1Tm 5.21-22.

1.3. São piedosos e íntegros.
Ser piedoso é ter amor pelas coisas religiosas, e ser íntegro é ser irrepreensível na sua conduta. O apóstolo Paulo recomenda aos romanos: “...procurai as coisas honestas perante todos os homens” (12.17). Ele mesmo diz: “...tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4.8). Um bom ministro tem um viver honesto, é observado pelas suas obras (1Pe 2.12) e, acima de tudo, deve ser exemplo para o rebanho (Tt 2.7; 1Pe 5.3).

1.4. São comprometidos com a Palavra de Deus.
É uma pena, vermos tantos “obreiros” sem compromisso com a Palavra de Deus. “Muitos são chamados, todos são provados, porém, poucos são os aprovados” [...] “É importante entender, que apesar de nós sermos os chamados, o chamado é de Deus e não nosso”. Esta frase do pr. Marcos de Souza Borges, é uma suma da realidade.

“...que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15b).
Observe a profundidade dessa pequena frase: manejar bem envolve ter boa oratória, habilidade na exposição bíblica, boa interpretação textual, grandes ilustrações e uma excelente homilética. Cada uma dessas coisas tem o seu grau de importância, mas está longe de definir o que realmente significa manejar bem a palavra da verdade. Não é apenas o manejar bem, mas manejar bem a “palavra da verdade”. Bom seria que todos os obreiros entendessem isso: para poder manejar bem essa palavra, primeiro tem que ser provado e aprovado por ela. Ou seja, quando alguém prega essa palavra, mas vive uma vida de pecado e tenta provar uma coisa que ele não é, pratica a mentira, não há verdade nele.
Não importa quantos cursos e seminár ios você já fez, quantos títulos você coleciona, qual é o tamanho da sua igreja..., apenas pessoas aprovadas estão espiritualmente aptas a "manejar bem a palavra da verdade". (Obreiro Aprovado, Pr. Marcos de Souza Borges).

2. A MISSÃO DOS MINISTROS DE CRISTO

Os três pilares da missão:

2.1. Serviço.
Diferentemente do que pensamos, a palavra “ministro” tem uma conotação bíblica de “servo”, “serviçal”, “prestador de serviço”.

É digno de nota que o apóstolo Paulo, “em suas cartas, nenhum de seus companheiros é chamado de profeta, professor ou pastor, muito menos, ancião ou bispo. As designações mais usadas são, em ordem de freqüência decrescente, sunergos ("cooperador"), adelphos ("irmão"), diakonos ("servo") e apostolos ("apóstolo").”
Paulo usa diakonos em próxima relação à "obreiro" (ergates) e "ministros" (cf. 1Co 3.5, 9; 2Co 6.1, 4; 1Co 16.15-16). Os obreiros e os ministros são aqueles que têm se dedicado ao serviço dos santos. Os dons de apostolado, profecia, evangelista e pastor-mestre em Efésios 4.11 são distribuídos para a promoção e o treinamento de cristãos para o trabalho do ministério (ergon diakonias, v.12). Isso significa que nenhuma função na Igreja, sendo ela exaltada, deve ser exercida sem um "espírito de serventia". Paulo usa o termo hupereta ("servo", etimologicamente, "remador de baixo", em um navio a remo, 1Co 4.1), para enfatizar essa atitude humilde.
Jesus falou de si mesmo: "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir (diakonein), e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc 10.45). Servilismo para Jesus não significou renúncia de poder. Seu ministério irradiou poder, curas, exorcismos, ensino e desafios à religiosidade hipócrita. Contudo, Jesus renunciou ao uso de poder para seu próprio conforto, fama ou satisfação. "Ele exercitou poder de forma apropriada e para fins apropriados. Sua vida proporciona o exemplo positivo sobre como o poder pode e deve ser usado". (Russel P. Shedd – O Líder Que Deus Usa)

“Quem não vive para servir, não serve para viver” - Abraham Lincoln.

2.2. Mordomia.
Nesse pilar da missão, levemos em consideração que os ministros não são mestres. Eles eram administradores e não senhores. Eram servos de Cristo, embora tivessem uma alta posição, cuidavam da casa de seu Senhor, alimentando os outros e dirigindo seu trabalho. Não eram donos e sim mordomos, ou seja, deveriam agir como tais e não querendo ser senhor sobre seus conservos. A mordomia do ministro está descrita no versículo 1: “...ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”.
- Na igreja do Senhor, os obreiros não são os donos da obra, nem podem fazer o que bem entenderem, pois são sujeitos ao Senhor, “a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos...” (1Co 12.28), fica claro que quem coloca é Deus, Ele é o proprietário da grande obra.

2.3. Fidelidade.
O apóstolo Paulo diz que “...requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” (v.2). Se achar fiel é o mesmo que digno de confiança. Literalmente, os administradores na família de Cristo, devem obedecer ao que seu Senhor mandar eles fazerem. Não devem fazer nada sem autorização do Mestre; devem ensinar o que Ele tem ordenado e não doutrinas e mandamentos de homens. Devem ser sinceros para com os interesses de seu Senhor e levar a sua honra em consideração. Os ministros devem esforça-se para que seu empenho contínuo mostre que eles próprios são dignos de confiança. Por isso, devem pregar e ensinar o Evangelho, com obediência, sinceridade, honestidade, entre outros, cuidando que é fiel ao Senhor e à sua obra.

“...mas que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação” (Tg 5.12b)

3. MINISTROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS

Os mistérios de Deus são verdades que haviam estado ocultas do mundo por eras e gerações do passado. Inclui todas as doutrinas bíblicas da redenção através de Cristo e da glória eterna da igreja, que não foram notórios no Antigo Testamento, mas ficou conhecido por Jesus, pela inspiração divina do Espírito Santo, que capacitou sobrenaturalmente os escritores a registrar no Novo Testamento, por exemplo: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto” (Rm 16.25; confira: 1Co 2.7; Ef 1.7-9; 3.9; 5.32; Cl 1.26-27).

4. A AVALIAÇÃO DOS MINISTROS DE CRISTO

O apóstolo mostra que tinha preocupação com sua própria reputação, “Todavia”, disse ele “a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por algum juízo humano” (v.3). Mas se ele se esforçar-se para agradar aos homens, dificilmente provaria ser mesmo um servo fiel de Cristo (Gl 1.10). “...nem eu tampouco a mim mesmo me julgo”. Nem a ele mesmo faz juízo próprio, pois ele não seria isento dessa obrigação “...pois quem me julga é o Senhor”(v.4b). Um ministro não deve julgar a si mesmo para não querer se justificar ou mostrar que é seguro. O próprio Paulo diz: “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva” (2Co 10.18; compare com 1Co 4.5).

5. O JUÍZO DO TRIBUNAL DE CRISTO

“Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha...” (v. 5). Pessoas com autoridade compreendem que podem julgar mesmo nos limites de sua função, casos notórios ou privados. Mas quando se trata de julgar o estado futuro das pessoas, acerca de fatos duvidosos, aplicando sentenças decisivas, é assumir o lugar de Deus. Apenas Deus julga sem preconceito, emoção ou parcialidade.
Chegará um dia que o Senhor “trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações”. Atitudes que são feitas secretamente, as inclinações, intenções e propósitos secretos dos homens serão descobertos, todos os segredos dos corações.
Observe o que Jesus diz à igreja de Tiatira: “...e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.” (Ap 2.23).

5.1. O Tribunal de Cristo

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2Co 5.10).
Esse julgamento não foi estabelecido para determinar se as pessoas que diante dele comparecerem são culpadas ou inocentes, isto é, salvas ou perdidas, uma vez que este julgamento é exclusivamente para os salvos. A questão da salvação individual já foi resolvida, há muito. Agora se trata da questão de recompensas, que será resolvida conforme a fidelidade ou infidelidade do crente, como mor­domo na casa do Mestre. I Co 3.11-15.
Na descrição de Paulo sobre este julgamento as obras do crente feitas por motivos indignos comparam-se a feno, palha, e madeira, substâncias de fácil combustão, enquanto as obras realizadas no amor de Deus e pelo amor às almas são como ouro, prata e pedras preciosas que resistem a prova de fogo. O sábio Salomão afirma em Ec 2.1-11, que as obras do homem são loucura ou vaidade, e isso em razão de tê-las realizado num espírito egoísta, "para si" e para sua própria glória. Faz parte do "feno, palha e madeira".

A Bíblia menciona as coroas reservadas para o povo de Deus.
a) A Coroa da Vida. Tg 1.12; Ap 2.10.
b) A Coroa de Glória, I Pe 5.2-4.
c) A Coroa da Justiça. II Tm 4.8.
d) A Coroa Incorruptível. I Co 9.25-27.

Leia a história: o "Sonho do Obreiro" que ilustra as verdades salientes do Juízo do Tribunal de Cristo.

Esse tal obreiro do Senhor certa noite sentou-se no sofá, extremamente cansado dos seus muitos trabalhos. Muita gente havia se convertido. O obreiro sentia realmente gran­de alegria em trabalhar para Jesus! O trabalho ia bem, e estava coeso debaixo da sua orientação. Seus sermões estavam fazendo grande efeito entre os ouvintes. A igreja estava superlotada. Cansado assim, o obreiro passou a dormir e sonhou que uma pessoa estranha entrou na sala sem se anunciar ou pedir licença. Ela trazia consigo vários instrumentos para medir as coisas, como certos químicos e aparelhos diversos, que lhe dava um aspecto deveras estranho. O estranho aproximou-se do obreiro a dormir, e, estendendo a mão lhe disse: "E como vai com o seu zelo?" O obreiro no momento pensou que o estranho estivesse falando de sua saúde. Mas não, a interrogação tinha a ver com o ZELO, a qualidade chamada "zelo", com o qual qualquer obreiro trabalha. Assim ele logo respondeu que o seu zelo era muito grande e não duvidou, nem por um minuto, que o estranho aprovaria na Integra a sua afirmação. Esperava ver aquele sorriso de aprovação total. No sonho, o obreiro julgou que o zelo fosse uma coisa de qualidade física. Assim, meteu a mão contra o peito e retirou de si esse objeto, o zelo, e o apresentou ao estranho para ele fazer um exame minucioso do mesmo. O estranho procedeu a colocar o "zelo" primeiramente na balança, dizendo, "o zelo do senhor pesa 100 quilos!" O obreiro logo sentiu uma certa satisfação ao saber que pe­sava tanto, mas então notou que o estranho mantinha um aspecto de pessoa um pouco atribulada. Ele não se definiu e se notava que logo em seguida faria outros testes e pes­quisas. Foi então que ele dividiu o montante do zelo em átomos e pôs tudo isso num cadinho (vaso de material resistente), o qual foi posto no fogo. Quando a massa toda se fundiu, então o retirou do fogo e deixou-o esfriar. Quando estava frio, notou-se que se havia separado em camadas ou estratos. Quando o homem da ciência bateu de leve com o martelinho, tudo se separou. Então cada camada foi novamente analisada e posta na balança para verificar o seu peso. O estranho fazia muitas anotações enquanto se processava a pesquisa. Quando terminada a pesquisa, o estranho entregou ao obreiro todas as anotações, estando o seu semblante marcado por certa tristeza e apreensão, e compaixão ao mesmo tempo. Contudo, não lhe disse nenhuma palavra a não ser: "Que Deus tenha misericórdia de você!" Com isso saiu da sala e desapareceu! As anotações diziam o seguinte:

ANÁLISE DO ZELO DO SENHOR JUNIOR

Peso bruto: 100 quilos
Intolerância religiosa: 11 quilos
Ambição pessoal: 22 quilos
Amor aos elogios: 19 quilos
Orgulho denominacional: 15 quilos
Orgulho dos talentos: 14 quilos
Espírito autoritário: 12 quilos
Amor a Deus: 4 quilos
Amor ao próximo: 3 quilos
Total: 100 quilos

Naturalmente, o obreiro levou um susto muito grande. Tentou encontrar algum erro nas anotações, mas conven­ceu-se que estava tudo certo. Serviu para provocar nele uma atitude realmente positiva, pois o estranho havia de­morado um pouco no corredor. O obreiro soltou um grito, dizendo, "Senhor, salva-me" e na mesma hora ajoelhou-se ao lado do sofá, com o papel na mão, os olhos contemplando-o demoradamente. De repente o papel transformou-se em espelho e o obreiro viu no mesmo o seu próprio coração refletido. Estava tudo certo! Ele o reconheceu e o sentiu de perto. Confessou que foi verdade mesmo! Deplorou esse estado de coisas e buscou a graça de Deus, até às lágrimas, que Deus o ajudasse livrar-se do seu egoísmo. No meio daquela angústia profunda, o Sr. Junior acordou! Para livrar-se do inferno, ele já havia pedido ao Senhor, mas para se ver livre de si mesmo, essa foi a primeira vez que pediu tal coisa. Ele continuou em oração até que sentiu aquele fogo refinador ter feito a sua obra, queimando tudo que não é de Deus e transformando o coração para a obediência total a Cristo. Assim, irmãos, todos nós, lá no céu, estaremos aos pés de Jesus, o grande "Químico", para Lhe agradecer ter revelado a nós os nossos defeitos e as nossas falhas. Jesus, o nosso Mestre, espera de nós, seus servos, uma mordomia fiel sobre as coisas a nós confiadas, conforme a revelação de Sua Palavra.
Extraído de: O Plano divino através dos séculos - N. Lawrence Olson.


CONCLUSÃO


Concluo com a citação da aplicação pessoal: Aceitemos humildemente a exortação de Paulo em Romanos 13.12,14: "A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”.

Fonte: Matthew Henry – Comentário Bíblico Novo Testamento

Um comentário:

Cristiano Santana disse...

Como superintendente da EBD amei esse blog.

Cristiano
http://cristisantana.blogspot.com